Friday, August 11, 2017

Um dia vais lembrar-te da minha existência. Vais lembrar-te das tentativas falhadas de aproximação. Vais lembrar-te de todo o amor que dei, todas as palavras de afecto, todos os momentos em que o meu olhar não conseguiu desviar. Um dia vais perceber. 
Um dia espero que nunca seja tarde de mais. Espero que não me odeies para sempre. Espero que saibas que te conheço a mil. Mas mil nunca chega e o meu amor é falhado. 


Adeus, adeus, adeus.


Thursday, August 3, 2017

I.

Escrevo enquanto oculto a minha rotina cheia de memórias tuas. Despedi-me do Porto para esquecer-me da tua existência. Dormir naquele quarto cheio de memórias, roupa tua, objetos teus tirava-me o ar, despia-me a alma para um lugar sangrento. Penso ainda nos dias em que vais voltar aos meus braços, em que soltas palavras de amor e mexes com saudade nas nossas recordações. Já sei que o nosso amor foi outro amor qualquer. Para ti. Mas não deixo de dizer que o nosso amor, foi o amor maior que eu já tive. E acordo todos os dias com o pensamento cheio de desejos e vontades de ter-te nos meus braços. Escrevo isto também a saber que estás longe, estás feliz, estás fora do meu mundo, estás a criar outros sentimentos com outras pessoas e eu sei disso tão bem. Ainda não consigo perceber como já não vês nada em mim. Parece que tudo foi destruído e eu sou a pessoa que mais odeias no mundo. Odiar. Palavra tão forte. Era incapaz de te odiar. Amar-te-ia sempre mesmo com todo o ódio que existe. Acho que nunca vou conseguir esquecer o passado, mesmo que as recordações do presente sejam dolorosas.

Magoa-me saber que já não existo. Sou apenas mais uma pessoa no mundo. Uma pessoa que passou na tua vida e agora está tudo bem, porque os sentimentos dissiparam-se. Magoa-me saber que nunca mais vamos ser um, que não vou voltar a ter uma vida em conjunto, existir beijos e abraços e conversas de amor e noites de dormir apenas porque é bom dormir ao teu lado. É uma faca no coração que não deixa de sangrar. Talvez sejamos impossíveis, incompatíveis, disfuncionais. Acredito mesmo que sim. E acredito que escrevo este texto enquanto não te vem à cabeça nem um pensamento da minha existência. Já não queres saber se eu respiro ou não. Talvez seja essa a dor maior no meio disto tudo. Não quero sequer acreditar que já não te lembras de mim, que não recordes com saudades os momentos felizes que tivemos. Mas não morro de saber que isso já não acontece. Escrevo apenas para dizer que vou sempre amar-te. E tu nunca mais me vais amar.

Acreditei nas tuas palavras de amor. Era um fervor no peito quando dizias que me amavas, quando tinhas ciúmes, quando dizias que não querias deixar-me sair da tua vida, quando dizias que não era impossível voltarmos no futuro. Acreditei em todas essas palavras como se fossem preciosas e agora, o que sobra de nós? Nada. Não sobra absolutamente nada. Sobra ódio, desprezo, cansaço, manipulação, indiferença. Sobra tudo de mau. E pergunto-me, todos os dias, se era isso que estava estipulado para nós as duas. Pergunto-me se será sempre o nosso futuro.
Queria conseguir fugir do meu pensamento sobre ti. Esquecer-me da tua existência. Mas parece-me obra impossível. E agora escrevo. Mais uma vez, daquilo que não te posso dizer.


O fim chegou. 


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