Wednesday, June 17, 2015




Há imenso tempo que não escrevo neste blog. Uma estupidez minha com os acontecimentos fantásticos que tenho vindo a coleccionar neste primeiro ano de faculdade. Mudei tanto e já sou tanto de mim! É incrível como num ano de faculdade tanta coisa pode mudar... Um ano parecem mil e é tão triste estar quase a acabar! Gostava de poder escrever todos estes acontecimentos mas é impossível, até porque, muitos não podia e nunca podiam ser traduzidos por palavras. Nunca.
Mas uma coisa tenho a certeza: não posso deixar de escrever neste pequeno tesouro! Depois de ler algumas coisas que escrevi fiquei tão feliz de saber que já não sinto os meus demónios (que ainda cá estão, infelizmente!) da mesma forma e que cresci de uma forma avassaladora. Escrever as memórias faz-me nunca esquecer do que fui e do que sou... E não quero perder esse privilégio. É por isso, que deixo aqui dito que não deixarei a escrita e que o início de novas memórias serão aqui postados q.b. 

Tuesday, June 16, 2015




Numa noite quente de Primavera, deitada na casa que me acolheu, penso em todas as promessas feitas e todas as vontades que tive em ser alguém diferente. Aprendi a não olhar para o passado com a nostalgia do tempo a passar, nem olhar para o futuro com os desejos por realizar. Já não choro ao adormecer com os receios e medos daquilo que sou ou do que não quero ser, como também dos sentimentos destrutivos que não sabem a nada a não ser desilusão. Acredito que o fim estará sempre próximo, mas já não vivo com a ideia a explodir, todos os dias, em mim e começo a sentir a felicidade esquecida na ignorância. Qual ignorância que ainda permanece, que vive para quem entende e não deixa por experiências baratas. Já faço alguns pensamentos em palavras e começo a entender o que tem de ficar por dizer ou o que jamais poderá deixar de ser dito. As palavras têm mais poder do que podia imaginar e a desculpa de uma infantilidade genuína deixa de fazer sentido com o aproximar de mais etapas e de um crescimento progressivo. Custa-me acreditar que tudo pode mudar, que poderei descobrir o amor ou amor descobrir-me disfarçadamente como quem não quer saber. É verdade que o amor nunca soube de mim, que as letras das músicas que ouço nunca fizeram sentido e o sofrimento amoroso foi sempre longe do meu pensamento. Ainda não sei de nada e penso na hora que estarei a escrever um texto louco de destruição amorosa, de como a vida é triste sem alguém ao meu lado para chorar e contar piadas. Alguém para ser estúpida e receber um sorriso de volta. Penso que começo a pensar na importância do amor e de como deixei-me perder na minha inocência, obsessão musical que tirou-me o amor e deu-me a ferida dos sonhos que nunca chegaram a realizar-se.
Espero alguém para partir, realizar sonhos em conjunto, cantar músicas por ruas de países a descobrir, de querer viver sem pensar no futuro que faz a morte aproximar. E o medo das sequelas de um passado confuso, das diferenças que nunca desaparecem de mim. 
Seja o amor, seja a auto-realização que venho a esperar, seja a solidão, seja o nada que acabou em tudo, seja o que eu quiser. 


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