Sunday, July 9, 2017

Os dias demoram a passar quando se enchem de constantes flashs teus.
São dores.
São histórias que não são minhas.
Tu
Ela
Param o meu tempo, para fazer-me chorar do que já não é meu.
Escolhem, combinam momentos.
Deixas-me aqui, a sonhar do tempo que perdi contigo.
Vais sempre para todo o lado, vejo-te, com ela.
Sempre com ela.
E eu só...
A arrancar a minha alma com as unhas porque ela está morta.
De dor... Do teu amor. De amar-te profundamente.
E só. Muito só.
Quero voltar a morrer.
Senti que morri.
Estou morta.
Mas quero voltar a morrer. Realmente.
O amor odeia-me. E só morrer pode deixar o amor escapar.
Não quero amar-te. Quero só amar-te.
Se soubesse... Amar-te-ia, só amar. Amar... Amar.
Se a morte soubesse de mim, só podia saber de amor. E matava-me em amor
Porque a coragem de sentir deixou-me com o peito nu e tu vês
Vês tudo. Porque sou transparente da minha dor, das minhas vontades e desejos.
Quais desejos que não vivem em ti, não podem viver.
Deixaste as palavras dos outros ecoarem na tua cabeça
Ainda ouves que não, ainda dizes que não.
Vais sempre dizer não.
Eu vou sempre ouvir-te dizer não.
Eu vou sempre morrer quando sentir o não.
Mas vou sempre amar-te, como em Agosto, Setembro, Outubro, Novembro, Dezembro, Janeiro, Fevereiro, Março, Abril.... E sempre em Maio, Junho, Julho... Até voltar a ser Agosto.
Agosto, meu amor, lembro-me tão bem.
Colocava fim na minha vida para voltar a viver estes meses novamente, se apenas vivesse mais uma vez.
Só porque o futuro assusta.
O futuro tira-me o sonho.
Tira-me a felicidade.
Tira-me a vida a cada dia que passa.
E eu vou desaparecer.
Vou...
Eu sei que vou.

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