Monday, May 29, 2017





Escrevo com um nó na garganta que me diz o futuro da morte. A morte pareceu-me cada vez mais próxima quando o amor bateu-me no peito e fugiu sem explicação. Ainda choro das vezes em que o vazio se apodera de mim, esquece-me as vontades de um futuro idealizado porque o tempo realmente não volta atrás. Choro sem parar e parece que os dias de calor, do sol a bater nas casas, dos dias com cores bonitas não fazem qualquer sentido. Parece que os sentimentos vivem à flor da pele e despertam um sentimento de dor, raiva e um amor sem fim. Até escrever causa-me uma dor no peito que a solidão insiste em aumentar.
Não há dor maior que o tempo. O tempo não passa, não volta atrás, não faz com que viva os momentos de novo. Talvez seja isso que me cause mais dor. Não poder sentir as mesmas emoções de beijar a pessoa que amo, abraçar, rir, chorar, dormir, viver. É nas alturas em que perdemos o nosso maior amor que valorizamos o amor. Valorizamos o tempo, os momentos passados, as vezes em que se criou um conformismo amoroso e tudo parecia estável, bem e duradouro. Mas enganem-se. A morte está sempre próxima aos sofredores inconformados pela morte. O sempre passou a ser uma ilusão que me aproxima da morte.

*Entretanto respirei e...*

Amor, amor. Vi as nossas fotografias com todo o amor possível. Agarro-me a elas e gostava que fosse o jogo Life is Strange para conseguir voltar atrás no tempo e sentir o teu abraço. Sentir o teu corpo, o amor a apertar os nossos corações. Os mil beijos que dávamos, a felicidade que existia, mesmo que tenha sido um percurso complicado para nós. Acredito que o amor não desaparece e não acredito que a toxicidade do nosso amor faz com que tenhamos de dizer adeus aos nossos sentimentos. Nada é impossível, nada tem de ser um fim. E isso só depende de duas pessoas que queiram voltar atrás no tempo e esquecerem todas as dores. Sei também, que há coisas que não se esquecem. E eu não te consigo esquecer. O nó na garganta deve-se à prisão que sinto de não conseguir libertar os meus sentimentos. Diz-me o que fazer, diz-me o que esperar, porque só vejo em mim sonhos que não consigo realizar. O meu sonho seria partilhar os meus sonhos contigo. E custa-me não conseguir dizer que te amo, custa-me não ouvir um amo-te de volta. Nunca esperei sentir isto na minha vida. Mas sinto que todas as lágrimas existem por uma razão. E estar nestes lugares, nesta cidade, sem ti, parece-me tão difícil quanto respirar. Esta cidade sem ti é mais triste que um dia de chuva. Um sorriso não parece um sorriso se não for partilhado por quem se ama. E uma dor no peito de saber que te esqueces de mim, todos os dias. Malditas dores!

Se um dia me perdoares, se um dia te lembrares do nosso amor, não te esqueças que tens um coração aberto a querer-te amar. Um coração cheio de memórias e vontades que não param de crescer.

Porque é que me deixaste? Porque é que insistes em deixar-me desamparada, sem o teu amor? Porque queres que siga em frente? Porque queres que apague todo o nosso amor? Porque queres diminuir os sentimentos que sentimos? Diz-me como posso deixar de te amar… Diz-me como sobreviver a um sentimento tão forte quanto o nosso?

Lembro-me das noites alcoolizadas em que dizias que era a mulher da tua vida. Dizias que querias ficar comigo para sempre e eu acreditei. Eu guardei todas aquelas palavras no meu coração e isso criou-me um mar de lágrimas. No entanto, esse mar tornou-se descontrolado e eu já não consigo navegar livremente. Só consigo escrever estes textos para um dia, se tiver a oportunidade, mostrar-te que nunca amei ninguém como te amei. Nunca esquecerei que foste a primeira que me deu um amor verdadeiro, a primeira a dar-me sensações únicas que nunca ninguém me tinha dado. E isso é impossível de esquecer.

Lembro-me, agora, de olhar para ti e ver a rapariga mais bonita do mundo. Não consigo esquecer o teu sorriso, o teu olhar, o teu nariz, a tua forma de falar, de rir. Acho-te tão bonita que parece que ninguém consegue sorrir como tu. Ninguém. E o que faço a isso? O que faço ao meu coração que não para de bater quando olho para ti e esqueço-me que existe um mundo lá fora? Sim, o drama corre-me nas veias e quem me dera que fosse diferente. Mas não consigo. Mata-me se quiseres. Faz-me desaparecer, mas não dá para esquecer uma pessoa tão bonita quanto tu.


Espero que leias isto. Espero que chores. Espero que esperneies. Espero que sorrias, também. Espero que busques as tuas memórias e penses que eu te amei da forma mais genuína possível. Espero que aceites o meu pedido de desculpas, que esqueças que eu fui uma pessoa horrível. Fiz-te sofrer. Mas amei-te. Sim, eu amei-te. E amo-te.

I still love you... And it kills me

For Blue.

No comments:

Post a Comment



blogger template by lovebird