Monday, May 29, 2017







Dizem que para escrever bem é preciso sofrer.
É verdade.
Estou demasiado feliz para escrever algo suficientemente bom. Estou apaixonada. Estou num amor correspondido. Um amor de literaturas. Um amor de preto e branco. Um amor musical. Um amor só meu. 
E por isso não escrevo. Não escrevo porque este amor explode a toda a hora em espaços muito físicos. Acho que não consigo transparecer nada do que sinto para a escrita. 
Mas espero um dia, em que sofrer, em que esteja a morrer por dentro, venha sentar-me algures num sítio especial e acompanhada por um cigarro recolho as minhas mágoas em papel. 
Agora não. Agora está tudo bem. Menos esta pequena sensação de morte. Uma sensação muito estranha que ainda não consegui ultrapassar. O amor faz-me bem. A atenção e todo o carinho de alguém que não desiste e espera por mim. Como nunca senti.
Mas este medo apodera-se de mim e apenas choro. Choro com medo da hora seguinte. Choro porque preciso dela. Aqui comigo. A abraçar-me, beijar-me, cheirar-me, rir-se de mim.



O sofrimento chega sempre. E eu vi um filme sobre a Virgínia Woolf que me inspirou a mais uns sonhos na minha vida. 



O sofrimento chegou da pior maneira. O amor deixou-me desamparada e eu só queria ver o tempo voltar atrás.

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